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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Como anunciado há alguns dias pelo Portal SUCESSO!, a cantora Naiara Azevedo gravou o segundo DVD de sua carreira, “Contraste”. A artista não esperou muito para iniciar a divulgação do material. Passados somente alguns dias da gravação, Naiara já liberou a música “Avisa Que eu Cheguei”, na qual conta com a participação de Ivete Sangalo.
Não foi só a baiana que ilustrou o DVD. Nomes como MC Kevinho, Wesley Safadão e Gusttavo Lima também subiram ao palco do Bar da Lage, no Morro do Vidigal (RJ). Além de “Avisa Que eu Cheguei”, outra música do repertório é “Mordida, Beijo e Tapa”, que já é um grande sucesso em todo o país. A canção figura no sétimo lugar no ranking Top Brasil Semanal (Crowley/Portal SUCESSO!).
Recentemente, Naiara Azevedo anunciou sua parceria com a gravadora Som Livre, pela qual o DVD será lançado no segundo semestre desse ano. Vale lembrar que a produção ficou a cargo de Blener Maycon, que também assinou seus últimos trabalhos, incluindo o megahit “50 Reais”.


Foto e link total de:https://web.portalsucesso.com.br/home/naiara-azevedo-e-ivete-em-avisa-que-eu-cheguei



“Durante muito tempo tivemos que provar ao mercado nosso verdadeiro valor. No começo da carreira, quando os vendedores da AudioMix sugeriam nosso nome aos contratantes, invariavelmente vinham aquelas perguntas desconfiadas: ‘Quem são Matheus & Kauan? Será que o público vai gostar deles?”, relembra pensativo Matheus Aleixo ao mesmo tempo em que estufa o peito, aliviado, por ter colocado a dupla com o irmão no topo do show business nacional. “Sempre que acontecia isso, a gente procurava se empenhar ainda mais, tanto no palco quanto na interação com o público, para mostrar que a contratação tinha valido a pena”, explica ele que, ao lado do irmão, promove o projeto Na praia 2 (Universal Music), gravado no Rio de Janeiro e que reúne CD e DVD.
A dupla ganhou visibilidade no final de 2011, ao se apresentar no Festival Caldas Country, em Caldas Novas (GO). No ano seguinte foi contratada pela AudioMix. Ótimo compositor, logo o caçula Matheus teve suas músicas gravadas por artistas como Luan Santana, Michel Teló, Jorge & Mateus e Bruno & Marrone – fato que, aliado ao trabalho de marketing feito pela empresa, foi posicionando a dupla no mercado. “O Marquinho (Araújo, sócio da AudioMix) sempre foi muito carinhoso com a gente. Ele dizia: vamos sem pressa, crescendo um pouco por dia. É só trabalhar sério, com foco, que tudo dará certo”, recorda Matheus. Em 2015, os irmãos lançaram o álbum Face a face, com várias faixas que se tornariam sucesso nas rádios, como a que dá título ao produto, Que sorte a nossa, Ser humano ou anjo, Se tem paixão e Mundo paralelo.
Mas o divisor de águas na carreira de Matheus & Kauan aconteceria em agosto de 2015, mais uma vez graças a uma jogada de mestre de Marcos Araújo. “Ele chegou um dia até nós e disse: que tal gravarmos um DVD no Lago Paranoá, em Brasília, num clima de luau? Adoramos a ideia, mas não sabíamos que a gravação aconteceria uma semana depois e que o projeto exigia material inédito. Então, me obriguei a compor de um dia pro outro faixas que acabaram explodindo como O nosso santo bateu (parceria com Pacheco) e Decide aí (com Filipe Escandurras e Felipe Oliver)”, afirma Matheus, responsável também pela produção musical dos últimos álbuns da dupla (ao lado de Daniel Silveira).
LUAU DE NOVO
Na praia 2 foi gravado ao vivo, no Sheraton Grand Rio Hotel & Resort, na praia do Leblon, no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado. CD e DVD estão sendo comercializados desde o final de março, assim como o projeto digital – nas versões simples, com 17 faixas, e Deluxe, com o repertório completo do DVD (23 faixas). Como no projeto anterior, antes do lançamento oficial a AudioMix e a Som Livre disponibilizaram na rede alguns áudios ou vídeos da gravação – das faixas Te assumi pro Brasil, que já passa de 150 milhões de visualizações, Oitava dose (46 milhões), A nossa praia (10 milhões), Do teto ao chão (8 milhões), Papel amassado (8 milhões), Exclusividade (9 milhões) e Batom na camisa (7 milhões). “É uma forma de estreitarmos os vínculos com os fãs e de avaliarmos o poder de cada canção. Desde o início da carreira, decidimos investir na web e em suas ferramentas, pela identificação do nosso som com a juventude”, diz Matheus. Hoje, a dupla está entre os artistas do país com maior visualização no YouTube e maior movimento em plataformas como Spotify – só neste serviço, a média mensal de streams é de 30 milhões.
Tanto sucesso entre os fãs se reflete na agenda de shows e no valor de cachê – atualmente os irmãos são o segundo produto mais requisitado da AudioMix, atrás apenas de Jorge & Mateus. Pouca gente sabe, mas outra vez o feeling de Marcos Araújo funcionou para o posicionamento da marca vitoriosa em que se transformou Matheus & Kauan, conforme explica nosso entrevistado. “Desde o início, o Kauan fazia a primeira voz. Em 2013, quando íamos gravar nosso primeiro DVD (Mundo paralelo ao vivo), o Marquinho e o Wendell Vieira (seu sócio da AudioMix) sugeririam que eu assumisse essa função, alegando que minha voz era marcante, criaria uma identidade própria. Assim, o som da dupla se diferenciaria de Jorge & Mateus, nossos ídolos e principal inspiração”, afirma. Dito e feito!
Cansado com a maratona de shows, que chega a superar 20 por mês, mas feliz pelo ótimo momento vivido pela dupla, Matheus revela seu próximo desejo profissional: “Gostaria muito de gravar um disco com a participação de duplas consagradas de outras gerações, como Chitãozinho & Xororó e Bruno & Marrone”. Só falta agora Marcos Araújo aprovar a ideia.


Foto e link total de:https://web.portalsucesso.com.br/entrevistas/matheus-kauan
Quando está longe dos palcos, Lulli Chiaro mantém a simpatia, a pose de galã e o charme que tanto evidenciam o seu trabalho. Essas características são, na verdade, as mais marcantes de sua personalidade. E ainda há o sorriso. Ao abrir a porta da sala de reuniões onde nos encontramos, o cantor exibe um sorriso contagiante enquanto finge dançar sozinho uma música romântica (e inexistente). Então, ele para. Para e me olha, abrindo os braços, como quem diz: “Você não vai me abraçar?”. Este é Lulli. Simplesmente Lulli, como acabei descobrindo ao longo da entrevista.
Uma das coisas que você logo percebe ao conversar com Lulli Chiaro é que ele está sempre em movimento. É elétrico, excêntrico e transita de um assunto para o outro com rapidez e naturalidade dignas de um rapaz. Logo que senta perto de mim, já começa falando sobre o insight que teve para a capa do seu novo álbum de inéditas, Sala de estar. “Eu tive uma ideia tola no início, de fazer uma capa numa sala clássica com algumas cadeiras. Algo muito comum, né? Mas aí me veio outra ideia. Visualiza comigo: o topo de uma montanha onde você tem nada mais do que o infinito aos seus pés. Não tem começo, meio e nem fim. Teremos algumas cadeiras vazias com o cume alto e, bem ao centro, no vazio imenso, eu e o piano. É uma ideia incrível, né?”.
Intenso (“O destino de todo homem é ser um eterno romântico – afinal, há prazer maior do que se apaixonar por uma mulher?”), curioso (“Me diz, qual é o seu signo?”) e vaidoso (“Eu acabei de dar um trato no meu cabelo, você gostou?), Lulli não poupa palavras para falar sobre qualquer assunto. E não é muito discreto: com uma camisa de botões descolada, o artista dificilmente passaria despercebido na rua. “São as mulheres que mais consomem o meu trabalho. Eu canto para elas”, sorri.
Pianista, compositor e cantor, Lulli Chiaro começou sua trajetória aos 16 anos de idade, quando compôs seu primeiro hit, a marchinha Jardim de infância, que ficou conhecida na voz de Ronnie Von. Porém, foi na infância rodeada pela arte que ele viu despertar seu interesse pela música. “Cresci num ambiente muito intelectual. Meu pai era escritor, minha irmã poetisa e o meu irmão mais velho artista plástico. Tudo era tão cultural e intenso. E, também, a casa estava sempre cheia, nós éramos em seis irmãos, sem contar os agregados. Era um choque de culturas muito grande”, relata. Quando pequeno, passava horas e horas ouvindo música clássica e italiana. “Sempre tive essa veia artística. Mas no começo tudo foi muito difícil”.
Aos sete anos, sem jamais ter estudado, o jovem Lulli foi à casa de um vizinho e pegou emprestado seu acordeon. Nele, tocou a canção preferida de sua mãe. “Você sabe quem era esse vizinho? O Adoniran Barbosa, um dos maiores artistas que esse Brasil já viu. E ele não tocava nada, o negócio dele era poesia. Essa parte da minha história é muito especial, porque o Adoniran acabou se tornando um grande incentivador da minha carreira artística. E, no final, ele até me deu esse acordeon, que tenho guardado até hoje”, relembra o cantor, com carinho. “Eu tenho essa coisa louca de ser autodidata, sabe? De ouvir as coisas e conseguir tocar um instrumento sem saber de fato como ele funciona. Isso pode ser muito bom em alguns aspectos, mas em outros, nem tanto”, reflete.
Anos mais tarde, outro episódio memorável, desta vez envolvendo a cantora Rosemary. “Ela também era minha vizinha. E estudava num conservatório porque os pais eram muito ricos. E minha família? Minha família não tinha dinheiro pra nada”, o cantor gargalha, mas retoma a fala logo em seguida. “Acontece que o pai da Rosemary conseguiu fazer um esquema para eu entrar no conservatório também. Fiquei três meses no Spartaco Rossi, até que estraguei tudo durante uma audição”, relembra. “Os alunos iam todos engomadinhos e eu lá, como um pobretão. Pra piorar, cheguei atrasado e perdi a hora da minha apresentação. Mas a professora fez questão que eu fizesse o meu número. Era para eu tocar Castelo azul, mas fiquei tão irritado com o talento dos outros alunos que acabei quebrando tudo e criando uma versão meio rock n’ roll do clássico. Resultado? Fui expulso no dia seguinte”, conta, aos risos.
Travesso em alguns momentos, prodígio em outros, Lulli Chiaro se viu numa encruzilhada na adolescência: a música pouco lhe dava retorno financeiro. Então, num ímpeto de coragem, resolveu largar tudo e dedicou-se aos estudos. Formou-se em direito, administração e marketing. “Aquela vida de artista amador estava ficando muito difícil e eu tinha que ajudar em casa. Foram incontáveis as vezes em que eu coloquei o meu compacto debaixo do braço e fui nas rádios pra ver se algo mudava. Mas não deu certo, não era a minha hora”. Apesar de ter feito diversos CDs promocionais ao longo dos anos e um número considerável de composições de sucesso, sua volta para a música só aconteceu efetivamente em 2014.
Se analisado agora, três anos depois do lançamento do disco homônimo que finalmente levou Lulli às paradas de sucesso, esse retorno parece ter sido uma obra do destino. Isso porque foi necessário um enorme hiato e diversos altos e baixos para o cantor encontrar seu lugar na música. E, quando ele enfim aconteceu, foi em grande estilo. Em 2014, o álbum foi o terceiro mais vendido da Sony Music e emplacou mais de 150 mil cópias. “Quando comecei a pensar naquele projeto, queria algo que fosse diferente. Então, decidi cantar em italiano. Acho que as pessoas têm uma certa carência por canções mais sinceras, maduras, que falam sobre amor de uma maneira mais sentida”, explica. “Deu certo e hoje eu tenho muito orgulho desse trabalho”.
Com o sucesso cada vez mais frequente, o cantor passou a emplacar uma série de composições em novelas. Em 2014, Vitória, interpretada por Rosemary, entrou para a trilha da trama de mesmo nome da Record, que ainda contou com Eternamente, interpretada pelo próprio Lulli. Já em 2016, o artista soltou a voz em Anos solidões, tema de abertura de Escrava mãe (Record). E, mais recentemente, produziu e compôs as faixas Gato xadrez (cantada por Bia Jordão) e Amigos da lua – que conta com ele nos vocais – para a novela infantil Carinha de anjo (SBT). “Foram anos intensos e cheios de muitos trabalhos e realizações. Depois de uma breve calmaria, estou pronto para o próximo passo”.
ENTRE, FIQUE À VONTADE
Agora, o cantor finaliza o seu novo álbum de inéditas. Sala de estar. Previsto para ser lançado em junho pela Sony Music, trará 13 canções, sendo cinco versões de grandes sucessos e oito músicas autorais. Uma delas, inclusive, foi escolhida para ser tema do longa Jogos clandestinos, a ser lançado no próximo ano. “Uma certa noite, o Caco Milano (diretor do filme) me ligou e disse: ‘Preciso de uma bela música para o longa. Aí nasceu Ti voglio bene, uma das faixas mais intensas do disco”, revela.
A expectativa em torno de Sala de estar é grande – afinal, o álbum tem a difícil tarefa de igualar (ou ultrapassar, quem sabe) o sucesso do trabalho anterior do cantor. Pergunto, então, a Lulli se ele tem noção disso. “Estamos muito confiantes com esse novo projeto. Chamamos um time incrível para trabalhar conosco, temos participações especiais de peso e uma produção impecável. Foram seis meses de trabalho intenso”.
Gravado em sete estúdios diferentes – alguns deles internacionais – o disco contará com arranjos de uma das orquestras mais antigas do mundo, a Filarmônica de São Petersburgo/Russia (criada em 1882). “Enviamos o material pra lá e os músicos ficaram responsáveis por seis faixas, incluindo Ti voglio bene”, conta Lulli. “Nesta parte, em especial, faremos um trabalho bem bacana em vídeo. Em breve, vamos liberar alguns clipes em que a orquestra aparece tocando e eu, cantando”, revela. Outras participações especiais incluem o dueto de Lulli e Ivan Lins em Abbandonato, canção romântica escrita pelo próprio cantor em parceria com Giggio e Valéria Mindel, e os arranjos do maestro Anderson Toleto em algumas faixas.
Engana-se quem pensa que Lulli dedica-se somente ao canto e à escrita. Pelo contrário. Ele também é produtor nas horas vagas. Inclusive, acabou de finalizar o novo álbum de estúdio de sua amiga e parceira Rosemary. O projeto, a ser lançado em breve, ainda conta com oito composições suas. Em paralelo, ele também trabalha no disco da dupla sertaneja Wesley & Lucas. “Tem sido um desafio para mim, mas estou adorando”, revela o artista. Sorridente, ele estufa o peito para contar mais uma novidade: “Eu também virei ator recentemente! Lembra do filme de que falei, Jogos clandestinos? Fiz uma ponta nele!”. No longa, Lulli interpreta o cantor e pianista Salvatore, que passa suas noites cantando num cassino clandestino.
Em quatro horas de conversa, sinto que transitamos pelos mais diversos assuntos: música, poesia, astrologia, arte, política, cinema e teatro. E isso é bom, só agrega. Então, me levanto e aperto a mão de Lulli. Ele dá uma risada sincera – e charmosamente indomada – e me olha nos olhos. Desta vez, sou eu quem o encara, como quem diz: “Eu não vou ganhar um abraço?”. Nos abraçamos e Lulli segue o seu rumo, cantando uma música animada.



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